A mansão estava mergulhada em um silêncio tão profundo que parecia sólido.
O tipo de silêncio que só existe depois da meia-noite, quando até os sons da cidade lá fora perdem o fôlego e o mundo parece ter concordado, por algumas horas, em respirar mais devagar. As luminárias do jardim continuavam acesas, jogando sua luz suave e indiferente sobre o caminho de pedra. A fonte borbulhava. O relógio no corredor marcava o tempo com aquela paciência monótona que as horas pequenas têm.
No quarto de Anit