Alejandro Albeniz
A água quente escorria pelos meus ombros quando fechei os olhos e respirei fundo. Tinha poeira em todo lugar — no cabelo, nas unhas, até dentro do ouvido. Era como se o aterro sanitário tivesse deixado uma marca na minha pele. Uma que eu não conseguia tirar. Mas não importava. O que eu tinha feito não era sujo. Era necessário.
Mercês era uma doença disfarçada de luxo, e eu tinha acabado de me curar.
Saí do chuveiro com o corpo renovado e o espírito em paz. Com a toalha na cint