Alejandro Albeniz
O ronco do helicóptero preenchia meus ouvidos, mas tudo que eu realmente ouvia era a batida lenta e precisa do meu próprio coração. Voar à noite tinha seu charme. A escuridão engolia tudo, o mundo lá embaixo virava um borrão invisível e, por cima das nuvens, eu era Deus. Era isso que eu gostava: controle absoluto. Invisibilidade. Liberdade.
Ela estava ao meu lado, toda montada numa ideia de que nem era minha. Camisola sexy, fina como papel, rendas nos lugares certos, meias pr