Ximena Valverde
A campainha tocou e eu estranhei. Ninguém costumava aparecer ali sem avisar. Quando olhei pela janela ao lado da porta, vi uma mulher bonita, bem vestida, na faixa dos quarenta e cinco anos, com o cabelo preso num coque impecável, um cigarro entre os dedos e uma expressão de nojo ao olhar em volta.
Imediatamente, ao olhá-la de cima a baixo, pois ela estava meio distante da porta, foi como se sobre minha cabeça se acendesse uma lâmpada, com uma memória desagradável: a esposa do s