98. DE TERNINHO PRETO
PAOLA BACKER
Acordei no outro dia com o despertador gritando no meu ouvido. Eu o odiava, mas foi um presente da Mónica, queria muito poder joga-lo na parede.
Fiz minhas higienes pessoais e me cobri com o roupão.
Passei no quarto da Mel e a acordei para ir à escola.
Deixei debaixo do chuveiro, ou corria o risco de ela voltar a dormir.
— Mãe, deixa eu faltar hoje. Por favor. — Da porta do quarto dela fez uma cara de cachorro com os olhos piscantes.
Sacudi a cabeça em negação.
— Escola, quer