97. DECLARAÇÃO DE "AMIGOS"
PAOLA BACKER
Ri com a situação da minha pobre amiga: Engasgada, tos-sindo feito louca, mas não tirava os olhos.
— Olá. — Ian se pronunciou para minimizar o constran-gimento.
Gusman, levantou e apertou a mão dele.
— Gusman Cruz, — Apontou para a Mónica que tomava um gole de água para se aclamar — E essa é minha esposa, Mónica. — O inglês dele não era muito bom ainda, mas eu acho que o Ian compreendeu.
— É um prazer. — Ele sorriu ao cumprimentá-lo.
Nos sentamos na mesa com eles e os homens começaram a conversar. Mas a Mónica não parava de lançar olhares me questionando sobre o que era “aquilo”.
Por vez ou outra deixava um sorriso escapar por causa de-la, a expressão de espanto me divertia.
Apesar do termo combinado de não beber álcool, todos na mesa beberam um pouco, menos o Ian, ele disse que não ingere bebidas alcoólicas.
Ficamos na mesa até por volta das seis da tarde. A con-versa até fluía bem, mas o Ian sempre parecia meio deslocado.
Quase ao anoitecer, as mães começaram a