Quando Ariana entrou no quarto da pousada, encontrou tudo escuro, silencioso, vazio.
Lívia não estava.
Era como se o mundo tivesse parado ali dentro, um contraste duro depois do caos de emoções da cabana.
Ela soltou um suspiro longo.
Lembrou do comentário de Samuel antes de sair:
“O pessoal foi comer fora.”
O silêncio a envolveu como um cobertor pesado.
Ariana fechou a porta, tirou a roupa devagar e entrou no banho.
A água quente caiu sobre seus ombros e, na mesma hora, o corpo reagiu, como se ainda estivesse sentindo as mãos de Eduardo deslizando pela cintura dela, o calor do corpo dele, o beijo quase consumado que ainda ardia na boca.
A respiração ficou mais rápida.
O rosto esquentou.
As pernas chegaram a ficar fracas por um segundo.
Mas então, como um balde de água fria dentro do banho quente…
Samuel veio à mente.
O toque dele.
O jeito dele de segurá-la, calmo, seguro, adulto.
A maneira como ele a olhou na recepção como se enxergasse através de todas as máscaras.
— Ai, meu Deus… —