A casa demorou a se acostumar com a ausência.
Não porque estivesse vazia, mas porque agora cada coisa tinha um som próprio. Júlia percebeu isso logo no primeiro dia depois da partida de Daniel. O barulho da chave que não girava na fechadura. O espaço na cama que não era ocupado. O café preparado para uma pessoa só.
Ainda assim, ela não se sentiu abandonada.
Sentiu-se responsável.
Pela própria vida. Pelas escolhas que tinha feito. Pelo amor que decidiu viver sem se anular.
A semana começou inten