Acordo com o cheiro de café fresco no ar e o som abafado de vozes vindo lá de baixo. Por um segundo, fico ali, deitada, tentando entender se sonhei com tudo da noite passada ou se aquilo realmente aconteceu.
A voz dele me puxa de volta pra realidade. Me levanto devagar, ainda de pijama, e sigo em silêncio pelo corredor, descendo as escadas pé ante pé.
Ouço Samuel falando baixo, mas com firmeza. Está no telefone, na cozinha. A porta está semiaberta e ele não percebe minha presença.
— …não, te