Estou na varanda do apartamento, olhando a cidade lá embaixo. A barriga começa a despontar sob o vestido leve, lembrando-me a cada instante do que está por vir. O vento sopra suave, mas o nó no meu peito pesa como uma âncora. Então, o toque do celular corta o silêncio atrás de mim.
— Murilo… — minha voz sai baixa, cansada.
— O Henrique me ligou. — Ele vai direto ao ponto, mas o cuidado na voz é evidente. Desde que tudo aconteceu, cada palavra dele parece pisar em vidro, como se qualquer deslize