O silêncio é espesso. Tudo o que escuto é o som abafado dos meus próprios pensamentos, e o zumbido fraco do ventilador girando no teto. Estou sentado no mesmo canto do quarto há horas, desde que ajudei elas a fugir.
Eu respiro fundo contando os segundos. Até que escuto a porta batendo e passos correndo com gritos abafados. Meu coração acelera, mas eu mantenho o olhar fixo na porta, como se ainda fosse só o homem preso, submisso, ignorante. Ele a abre de uma vez.
— CADE ELA?! — Gabriel entra c