Parei, disposta a ficar observando-o por uma, duas, três horas, dias, meses, anos...
Dei um passo e ele deu outro. Estávamos a uma curta distância, no meio da rua. Nossos olhos se encontraram e senti uma forte pontada na cabeça, fazendo-me gemer de dor.
- O que houve? – Ele diminuiu a distância entre nós – Você está molhada... E... Com cara de dor.
- Minha cabeça está doendo muito... – Confessei.
- Meu Deus! – Ele me abraçou – Achei que tinha fugido, Clara!
O afastei e sorri:
- Eu fugi... Me pe