8. Entre o silêncio e o desejo
Acordei com o som da chuva fina batendo contra a janela. A casa estava mergulhada num silêncio estranho, como se até as paredes tivessem medo de falar alto.
Desci as escadas devagar, ouvindo apenas o som dos meus próprios passos. Gael estava na sala, com Helena nos braços. Ele me olhou por um segundo e depois desviou o olhar, como se minha presença o incomodasse.
— Bom dia — murmurei.
— Bom dia — respondeu seco.
Ele parecia distante. Não era o mesmo homem que, dias atrás, quase me beijou c