Alexander Narrando
Mais uma vez o enfermeiro me pegou nos braços, como se eu fosse um boneco de pano. Deveria estar acostumado, mais ainda me incomodava, essa sensação de dependência, de não controlar nem o próprio corpo. Ele me colocou com cuidado no banco do carona do carro da Norah. Ela ajeitou o cinto em mim, fechou a porta e deu a volta, assumindo o volante com aquele jeito determinado que parecia não conhecer limites.
— Pronto? — perguntou, com um sorriso de canto.
— Você quem manda, dou