Narrado por Elena Volkov
O silêncio da catedral subterrânea era pesado como uma lápide. Eu sentia as mãos de Dante nos meus ombros, mas elas não estavam ali para me confortar; eram garras de posse. Don Galo limpou a garganta, o som ecoando nas paredes de pedra milenárias.
— Dante Moretti, você está disposto a incendiar nossa história por essa mulher. O Conselho aceita a permanência dela, mas a sobrevivência de uma linhagem traidora exige um preço que garanta a nossa segurança. — Don Galo me olhou com um desprezo glacial. — Primeira condição: Viktor Volkov ainda vive. Enquanto o homem que a criou respirar, ela é um risco. O Conselho exige que você, Elena, execute seu "pai" publicamente. Sem hesitação. Sem misericórdia. O sangue dele deve lavar a mancha russa da sua alma.
Senti um calafrio, mas mantive o queixo erguido. Eu já tinha matado por Dante; matar o homem que me usou como isca seria um prazer sombrio.
— E a segunda condição? — a voz de Dante rosnou atrás de mim.
— O sangue dos M