(Visão de Rafael)
Joguei o corpo na cama do hotel como se o colchão pudesse, por algum milagre, organizar o caos na minha cabeça. A polícia tinha me liberado faz poucos minutos, mas com aquela condição irritante de que eu precisava ficar no país até tudo ser concluído. Não adiantava bufar, reclamar ou tentar argumentar. Era aquilo e pronto. Alemanha por tempo indeterminado.
Levei a mão ao rosto, respirando fundo, quando o celular vibrou.
Era Ruan.
Atendi de imediato.
— Diz aí.
— Só pra te atual