Cap.153

Lorena olhou para mim, e uma sombra passou pelo seu rosto.

— Meu apartamento… — começou, e então balançou a cabeça, como se estivesse expulsando um pensamento ruim. — Na verdade… eu quero vender. Não quero voltar pra lá. Nunca mais.

As palavras foram ditas com uma firmeza que me surpreendeu.

A puxei para um abraço, sentindo o seu corpo dela ainda um pouco rígido, mas se afundando contra o meu.

Senti o olhar de Alana em nós, curioso, talvez ainda confuso, mas eu não soltei.

— A gente resolve isso depois — concordei, minha voz sussurrando perto de seu ouvido. — Você e a Alana ficam na minha casa.

A viagem de carro foi silenciosa, mas não desconfortável. Eu estava no banco de trás com elas, minha mão firmemente entrelaçada com a de Lorena.

Eu não conseguia soltar. Precisava do contato físico, da prova tátil de que ela estava ali, são e salva, que tudo aquilo tinha acabado.

Ela estava sentada entre eu e Alana, e passou a maior parte do caminho sorrindo e sussurrando com a filha, apo
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