Lorena olhou para mim, e uma sombra passou pelo seu rosto.
— Meu apartamento… — começou, e então balançou a cabeça, como se estivesse expulsando um pensamento ruim. — Na verdade… eu quero vender. Não quero voltar pra lá. Nunca mais.
As palavras foram ditas com uma firmeza que me surpreendeu.
A puxei para um abraço, sentindo o seu corpo dela ainda um pouco rígido, mas se afundando contra o meu.
Senti o olhar de Alana em nós, curioso, talvez ainda confuso, mas eu não soltei.
— A gente resolve isso depois — concordei, minha voz sussurrando perto de seu ouvido. — Você e a Alana ficam na minha casa.
A viagem de carro foi silenciosa, mas não desconfortável. Eu estava no banco de trás com elas, minha mão firmemente entrelaçada com a de Lorena.
Eu não conseguia soltar. Precisava do contato físico, da prova tátil de que ela estava ali, são e salva, que tudo aquilo tinha acabado.
Ela estava sentada entre eu e Alana, e passou a maior parte do caminho sorrindo e sussurrando com a filha, apo