Cap.152

— Não vai acontecer, tá tudo bem agora. Vamos ficar juntos.

Então, com movimentos lentos, eu peguei a barra da sua blusa de pijama e a ergui. Ela levantou os braços, permitindo.

O tecido passou por sua cabeça e caiu no chão. Depois, me abaixei, ignorando a facada de dor na perna, e puxei a calça do pijama, que deslizou por suas pernas até seus pés.

Ela ficou ali, nua diante de mim, sob a luz fraca do banheiro.

Eu suspirei. Mesmo com os hematomas, as marcas roxas e amarelas que contavam uma história de horror, ela era a coisa mais linda que eu já tinha visto.

Era a minha mulher. Viva. Livre.

Peguei sua mão na minha.

— Vem.

Nossos olhos se encontraram e não se desprenderam enquanto entrávamos no box.

Eu liguei o chuveiro, ajustando a água até ficar quente, mas não escaldante. Então, puxei-a para debaixo da cascata comigo, envolvendo-a em meus braços de novo, sentindo seu corpo molhado e quente se colar ao meu.

A água escorria por nós, lavando simbolicamente a sujeira do dia, do med
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