— Não vai acontecer, tá tudo bem agora. Vamos ficar juntos.
Então, com movimentos lentos, eu peguei a barra da sua blusa de pijama e a ergui. Ela levantou os braços, permitindo.
O tecido passou por sua cabeça e caiu no chão. Depois, me abaixei, ignorando a facada de dor na perna, e puxei a calça do pijama, que deslizou por suas pernas até seus pés.
Ela ficou ali, nua diante de mim, sob a luz fraca do banheiro.
Eu suspirei. Mesmo com os hematomas, as marcas roxas e amarelas que contavam uma história de horror, ela era a coisa mais linda que eu já tinha visto.
Era a minha mulher. Viva. Livre.
Peguei sua mão na minha.
— Vem.
Nossos olhos se encontraram e não se desprenderam enquanto entrávamos no box.
Eu liguei o chuveiro, ajustando a água até ficar quente, mas não escaldante. Então, puxei-a para debaixo da cascata comigo, envolvendo-a em meus braços de novo, sentindo seu corpo molhado e quente se colar ao meu.
A água escorria por nós, lavando simbolicamente a sujeira do dia, do med