Eram 19h30 quando revisei o último documento pela terceira vez.
Não por insegurança. Por excesso de coisas ao mesmo tempo.
O escritório estava longe do habitual. Papéis espalhados sobre a mesa, contratos abertos, anotações cruzadas, o notebook ligado com várias abas abertas. A cidade seguia viva do lado de fora, mas ali dentro tudo era cálculo, revisão, números que precisavam fechar.
A porta se abriu.
Ricardo entrou, como fazia quando o assunto era sério — ou quando o dia já tinha passad