Eu estava sentado no sofá com as pernas cruzadas, o corpo relaxado de um jeito que só ficava quando estava em território conhecido.
O copo de uísque descansava na minha mão direita, pesado, quase morno. O outro braço estava jogado sobre o encosto do sofá, ocupando espaço, marcando presença sem esforço.
A casa pulsava ao redor. Música alta, vozes misturadas, risadas exageradas.
Era uma das festas do Dante. Nada de novo.
A diferença era eu.
Não tinha mais vinte e poucos anos.
Agora eu