O silêncio depois da minha frase pareceu mais pesado do que tudo que veio antes.
Meu pai não respondeu de imediato.
Ficou me encarando.
Fixo.
Como se estivesse medindo até onde eu iria.
Como se estivesse decidindo… o que fazer comigo.
A mandíbula dele travou de leve.
O olhar endureceu mais.
— Eu não preciso te obrigar — disse por fim, a voz baixa, perigosa. — Você já sabe o que acontece quando resolve me desafiar.
Meu estômago revirou.
Antônia.
Senti o corpo gelar por um segundo… mas