Amanda me encontrou no fim da tarde.
Sentou-se à minha frente com um nervosismo que eu conhecia bem demais para ignorar. Brincava com os dedos. Respirava fundo. Como se estivesse ensaiando aquela conversa.
— Eu preciso te contar uma coisa — disse, finalmente.
Inclinei o corpo para frente, atenta.
— Pode falar.
Ela sorriu.
Mas os olhos brilhavam de um jeito diferente.
— Eu consegui uma oportunidade em Paris.
Demorei um segundo para reagir.
— O quê? Isso é muito longe.
— Eu se