O kart sempre foi meu refúgio.
Não era só sobre velocidade. Era o barulho do motor, o cheiro de combustível, o vento cortando o rosto e aquela sensação rara de controle absoluto. Ali, não existiam expectativas, promessas ou futuros impostos. Existia só a pista, eu e o Vincenzo.
Desde o início, aquilo tinha sido nosso. Algo que não precisava de rótulo nem explicação. Não envolvia família, negócios ou decisões grandes demais. Era simples. Leve. Nosso.
Por isso estranhei quando ele me ligou