Eu não tinha nenhum motivo para confiar naquela garota. Nenhum. E ainda assim a levei para minha casa, disposto a deixá-la sozinha com minha filha pequena. Claramente, era loucura, mas reconheci em Atalia a triste constatação da dor e do medo.
Especialmente o medo.
Eu já tive minha parcela de medo. Eu tinha uma gaveta cheia de remédios que me lembravam todos os dias o que era medo. Eu só conseguia sair de casa e trabalhar porque era medicado para síndrome do pânico. E isso me fez levá-la comigo