Helena desceu as escadas em silêncio, os pés descalços afundando no tapete até o mármore frio da cozinha. No penumbra, uma silhueta se destacava contra o brilho metálico da geladeira.
Lorenzo.
Ele estava sem paletó, as mangas da camisa social branca dobradas até os cotovelos, a gola aberta revelando uma pele que Helena ainda sentia sob as palmas das mãos. Ele bebia água com uma lentidão deliberada.
— Ainda acordada? — A voz dele cortou o silêncio, grave e sem qualquer vestígio de sono.
— O