O pôr do sol nas montanhas foi uma pintura de tons violeta e alaranjados, um espetáculo de luz que parecia zombar da escuridão que residia no peito de ambos.
Durante o piquenique, conversaram sobre amenidades, vinhos, arquitetura, a brisa do platô. Para quem passava pelas trilhas distantes, eles eram a imagem da perfeição: um casal jovem, belo e intocável. Ninguém poderia ouvir o som do gelo trincando sob o peso daquela farsa.
Ao retornarem à mansão, a noite já havia engolido os jardins, Helen