A viagem de volta para a mansão foi um túmulo sobre rodas. Lorenzo não disse uma palavra. Ele apenas observava as luzes da cidade passando pela janela blindada, o perfil esculpido em gelo. Helena, ao lado dele, sentia o peso do silêncio esmagar seus pulmões.Ao chegarem, o ritual foi mecânico.— Boa noite, Helena — ele disse, sem olhá-la nos olhos, seguindo para a suíte master enquanto ela se dirigia ao quarto de hóspedes que agora chamava de seu.Eles eram casados no papel e na cama, mas na alma, eram estranhos compartilhando um corredor. Helena deitou-se, encarando o teto. A imagem do beijo de Matteo no sonho e o olhar torturado dele no jardim não a deixavam em paz. Ela odiava Lorenzo pela sua indiferença, mas odiava a si mesma por sentir que, por trás daquela muralha de arrogância, havia algo que ela queria desesperadamente decifrar.No dia seguinte, às sete da manhã, o celular de Lorenzo vibrou sobre o mármore do escritório. Uma mensagem de número desconhecido."Lorenzo, querido..
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