Quando a mensagem dela chegou às quatro da tarde do domingo eu estava no escritório em casa a rever documentos que não eram urgentes, que era o modo como eu passava os fins de semana difíceis, trabalho que não exigia decisão real mas que ocupava as mãos e parte suficiente da cabeça para que o resto ficasse em segundo plano.
“Estás disponível? Quero ter a conversa.”
Pus o laptop na mesa. Respondi em quarenta segundos porque não havia razão para simular que precisava de verificar a agenda. Esta