Ficámos no sofá durante um tempo. A mão dele nas minhas costas, a minha cabeça no seu ombro, o apartamento quieto à volta com o lago ao longe no escuro de dezembro.
Era a primeira vez desde a semana anterior que eu respirava sem esforço.
Às sete ele disse:
— Tens fome?
— Tenho.
— Posso tentar cozinhar. — A pausa deliberada com aquele tom que eu já conhecia. — Ou podemos pedir.
Levantei a cabeça do ombro e olhei para ele. Havia um brilho subtil nos olhos que era a versão dele de humor, eu