LIAM MERCER
O som da goteira na pia da cozinha do meu apartamento era a trilha sonora do meu inferno particular. Ping. Ping. Ping. Cada gota que batia no metal enferrujado parecia ecoar dentro da minha cabeça, competindo com os meus pensamentos acelerados.
Eu estava sentado na única cadeira descente que eu possuía, de frente para uma mesa de madeira lascada que servia como minha escrivaninha, mesa de jantar e arquivo morto para as contas atrasadas. O relógio na parede marcava duas da manhã. O