Inácio Hall
O galpão está mais silencioso do que nunca. Nem os homens falam. Nem August. Nem eu. É como se o ar tivesse se tornado sólido, uma massa pesada que todos nós somos obrigados a carregar. Todos sabem que hoje algo termina. Ou talvez, tudo termine.
Empurro a porta. O rangido do metal ecoa como um lamento fúnebre. O cheiro lá dentro é insuportável — uma mistura de ferro, suor e decomposição — mas meus sentidos já estão anestesiados. Nada mais me alcança.
X9 ainda está lá, ou o que resto