Gabriel Martins
O corredor do hospital parece ter quilômetros de extensão. Quando o médico se aproxima, o som de seus passos no piso frio ecoa como uma contagem regressiva. Diana, pequena e vulnerável naquele ambiente hostil, agarra a barra da minha calça com força.
— Tio, cadê a mamãe? — A voz dela é fina, carregada de uma esperança que me corta como uma navalha.
Meu coração erra a batida. Eu olho para o médico, buscando qualquer faísca de otimismo, mas aquela expressão eu conhecia bem dema