Inácio Hall
Está escuro.
Não é a escuridão de um quarto com as luzes apagadas; é um vazio denso, sem chão ou teto, que parece sugar o oxigênio dos meus pulmões. Sinto como se estivesse afundando em um oceano de piche, onde o tempo não faz sentido e a gravidade é uma memória distante.
— Que porra é essa…? — Minha própria voz soa estranha, vinda de algum lugar fora de mim. — Onde eu estou?
Tento dar um passo, mas é como se correntes invisíveis puxassem meu corpo para o nada. O controle que eu sem