Amélia Moreira
Eu gritei até minha garganta arder, me debati até meus músculos fraquejarem, mas o mundo parecia ter me esquecido naquele galpão. O subordinado de Hermano era uma montanha de carne e maldade sobre mim. Quando ele finalmente rasgou o que restava da minha dignidade e se preparou, um frio de morte percorreu minha espinha.
— Inácio! — Chamei por ele uma última vez, a voz saindo como um lamento quebrado.
A mão dele, áspera e cheirando a fumo, esmagou minha boca contra o chão.
— Cala a boca, vadia! Ainda nem comecei e já está gritando? Vou te dar motivos reais para chorar — ele rosnou, puxando meu cabelo com tanta força que senti meu couro cabeludo arder.
A dor da primeira estocada foi como ser rasgada por um ferro em brasa. Um grito abafado morreu contra a palma da mão dele. As lágrimas inundaram meu rosto, e fechei os olhos com força, tentando enviar minha mente para qualquer lugar longe daquele corpo imundo que me violava.
— Isso... grita, sua cachorra! — Ele gemia, as pal