Helena saiu do apartamento com passos calmos.
Sem pressa.
Sem olhar para trás.
O elevador chegou imediatamente.
Ela entrou.
As portas se fecharam.
E só então — sozinha, com o reflexo dela mesma no espelho do elevador — o rosto mudou.
A expressão vulnerável.
A voz levemente trêmula.
O olhar de mulher cansada e magoada.
Tudo desapareceu.
Como se alguém tivesse desligado uma luz.