VIENA – HOSPITAL PRIVADO DOS SANTORINI – 04h32
O cheiro era de álcool, sangue e silêncio. Amara estava deitada na maca da sala obstétrica, olhos fixos no teto branco, mãos apertando os lençóis. A contração havia começado horas antes. Agora, não havia mais tempo para fugir.
Ao seu lado, Laura segurava sua mão com força. Os médicos falavam em tons baixos, mas todos sabiam: o nascimento do bebê Santorini era mais do que um evento familiar. Era um marco político. Um símbolo de paz — ou de guerra.
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