Terminei de ajeitar minhas coisas com a minha tia.
Nada ali parecia certo.
Nada parecia justo.
Mas com Lucas… não existia justiça. Existia só ele.
A ordem que ele impunha. O medo que ele gerava. A falta de opção que ele fazia parecer escolha.
— Vai doer mais um pouco, minha filha… — minha tia disse, me olhando com pena e cansaço nos olhos.
— Já está doendo. — respondi, num sussurro engasgado.
— Dói porque você ama ele. E isso te machuca.
— O amor não era para doer.
— O amor verdadeiro não