Um mês.
Trinta dias. Setecentas e vinte horas.
Sem ver meu filho.
Sem encostar na Isabela.
Sem sentir o cheiro dela naquele quarto que era meu refúgio e meu caos.
Ela foi para a casa da tia e se trancou lá com o Pedro.
Me cortou da vida dela como se eu fosse um nada.
Me ignorou. Me apagou. Me cuspiu.
E tudo por quê?
Porque eu fiz o que qualquer homem da favela faria.
Protegi o que é meu. Com sangue. Com exemplo.
Ela sabia quem eu era quando deitou na minha cama.
Quando gemeu meu nome e disse