Eu estava de volta no meu território, o cheiro de sangue e pólvora ainda grudado na minha pele. A cena da praça martelava na minha cabeça, mas não como arrependimento. Era estratégia. Era poder. Era a porra da realidade que todo mundo aqui precisava engolir.
Olhei meu reflexo no espelho do escritório. O rosto inexpressivo, o olhar vazio. Lá dentro, nada além da certeza de que fiz o que precisava ser feito. Se alguém ousasse questionar minha autoridade depois daquilo, seria burro o suficiente p