A imagem da faxineira sorrindo para a câmera fez meu corpo esquecer como se respirava. Ela estava ali. Cabelo grisalho comprido, baixa, olhos puxados, o mesmo rosto que eu tinha visto no elevador da Noir. O mesmo rosto que, na minha cabeça, já pertencia a uma pessoa morta. E, no entanto, ela estava parada diante da porta do apartamento de Mauro, olhando para a câmera como se soubesse exatamente o estrago que causaria só por existir de novo.
— Isso é impossível — eu sussurrei.
Mauro não responde