A pergunta do policial ficou parada no ar, absurda de tão educada. “A senhora autoriza que verifiquemos o conteúdo da sua bolsa?” Como se ele tivesse perguntado se eu queria água, café ou chá. Como se dentro da minha bolsa não houvesse um celular de um homem morto e um frasco capaz de destruir a minha vida de formas que nem a polícia conseguiria entender.
Minha primeira reação foi apertar ainda mais a bolsa contra o corpo, o que, obviamente, foi a pior coisa que eu poderia ter feito. Mauro perc