A maleta estava sobre a mesa de Mauro como se sempre tivesse pertencido àquele lugar.
Pequena, metálica, refrigerada, com uma luz azul pulsando na lateral e uma etiqueta branca grudada no topo:
NATHALIA MONTE.
Por um segundo, ninguém entrou de verdade na sala. Ficamos parados na porta, olhando para aquilo. A presidência estava escura, iluminada só pela luz de emergência do corredor e pelo brilho frio da maleta. A mesa onde Mauro comandava a Noir, onde provavelmente assinava contratos, demitia p