Darius
Darius acordou com um rugido preso na garganta.
O quarto estava escuro.
O fogo quase morto na lareira. A janela aberta deixando entrar o frio da manhã. O lenço de Selene esmagado em sua mão. O corpo coberto de suor, a respiração violenta, o desejo ainda pulsando com dor sob a pele, como se o sonho tivesse deixado marcas reais.
A culpa veio logo depois.
Profunda.
Brutal.
Sem piedade.
Ele sentou na cama e levou o lenço ao rosto antes que pudesse impedir.
O cheiro dela subiu.
Lavanda selvag