Selene
Dominante.
A palavra atravessou a clareira como vento antigo.
Não veio apenas da loba dentro de mim. Veio das folhas úmidas. Das raízes torcidas. Dos olhos famintos ao redor. Veio da terra escura sob meus pés, onde meu sangue prateado ainda brilhava em pequenas faíscas antes de desaparecer.
Minha respiração saiu trêmula.
Os dedos formigavam com prata. A marca no peito brilhava tanto que atravessava o tecido do vestido em linhas de lua. Eu deveria sentir medo.
Senti.
Mas não só.
Senti pod