Selene
Darius estava vindo.
Eu soube antes que Ezra dissesse qualquer coisa.
Soube porque a marca no meu peito não apenas brilhou; abriu-se. Não em pele, não em sangue, mas em sensação. Como se uma porta interna tivesse sido arrancada das dobradiças e, do outro lado, houvesse um lobo enlouquecido correndo pela neve, pela culpa, pelo próprio orgulho quebrado.
Lavanda selvagem, chuva fria, mel amargo.
A lembrança veio de repente.
Não minha.
Dele.
Darius segurando meu lenço. O cheiro dele misturad