Mundo ficciónIniciar sesiónEla foi prometida a Nikolai quando ainda era um bebê. Ele nunca quis esse casamento e vivieu a sua vida como se esse acordo não existisse, mas não tinha como fugir para sempre, e quando Sophia alcançou a idade de casamento, ela entrou na sua vida como um furacão. Sophia cresceu sem sua mãe, e sua tia, que lhe criou da pior forma possivel, exigiu que o acordo fosse formalizado, porém, ela não conhecia o homem com quem casaria, e ele parecia a odiar. Pior, ele tinha outra mulher. contudo, Sophia sabia que se não houvesse o casamento, esse acordo destruiria dois países. Eles não planejaram se apaixonar, mas quando um provoca o outro, tudo pode acontecer.
Leer másO que você faria se estivesse entre o seu dever, como nobre, de concretizar uma promessa, assinar um acordo que colocaria tudo o que você ama, em jogo?
Escolher entre o que ama e o que todos esperam seria fácil se não fosse um nobre, com milhares de dever sobre seus ombros. Nikolai era um homem decidido, responsável e sempre fazia o que achava certo. Ele cresceu sabendo que sucederia seu pai, o rei de um país rico e reconhecido. Então, cresceu sendo educado para tal coisa. Niko não podia ser um garoto comum. Passava mais tempo estudando, aprendendo línguas, do que sendo uma criança. Ele aprendeu cedo que sua vida não era sua e sim do reino. O garoto odiava isso, ser o centro das atenções. Quando entrava em algum ambiente, todos paravam de conversar, se curvava, e o encarava caminhando, até que estivesse em seu lugar. Ele sentava na melhor cadeira, de onde observava a todos. Nenhum deles ousava falar com o pequeno príncipe, que herdaria o trono. Ali, ele era uma figura, não tinha problemas, nem sentimentos. Niko estava cansado, mas o que faria? Nada, pois nasceu com isso nas costas e levaria até o fim. O tempo passou e Nikolai achou, que pelo menos, teria o direito de escolher sua esposa, mas não. Isso também era devido por terceiros. Aos vinte anos ele noivou, só que não com uma mulher. Sophia de La Castilho. A princesa, arque duquesa de Castilho. Ela só tinha dez anos. Quando soube do acordo entre as famílias, Niko se enfureceu. Óbvio, fora dos olhares dos demais. Ele questionou seu pai. Era loucura. Quanto tempo ele teria que esperar até que a menina tivesse idade para casar? Bem, esse era seu menor problema. O que ele queria de verdade era pode escolher com quem se casaria. Contudo, isso ele não podia. Desde aquele dia, e depois de tudo, Nikolai, se fechou, se tornou desgostoso e só fazia seu trabalho. Seu pai não abriu mão do acordo que traria benefícios para ambas as partes. Os espanhóis eram influentes, tinham riquezas e eram um grande aliado na cúpula da paz. Sendo um nobre, Niko sabia dos benefícios, e das desvantagens, como homem, ele se sentia fraco e inútil. Um boneco que era usado. Ele nutriu um ódio tão grande que nos últimos quinze anos fez questão de esquecer a Sophia. Um erro, pois as escondidas, ele se encontrava com Alice, uma plebeia que era filha única de um dos maiores empresários do país. Muitos se faziam de cegos. Afinal, era uma diversão, já que o príncipe não era casado... Ainda. Só que o tempo passou, e mesmo sendo uma relação fadada ao fim, Alice levou isso muito a sério. Eles não podiam ser vistos juntos, não podiam ser fotografados, nem falar nada a ninguém. Niko, com esperanças, continuava com aquela situação, pensando que assim que se tornasse rei, mudaria tudo, porém, quando seu pai faleceu, um ano antes da vinda da duquesa e do casamento real, Nikolai se sentiu destruído. Apesar do ódio pelo seu dever, selado a anos, ele amava seu pai. E logo descobriu que seu título e poder não lhe dava muitas opções. — Não estou aqui para discussão. — Ele disse, passando as mãos em seus cabelos loiros e macios. Niko não tinha paciência para mais uma batalha de argumentos. Ele estava cansado e com dor de cabeça. — Quero esquecer quem sou e ter uma noite tranquila. — É isso que sou para você, no fim das contas. — Alice estava chateada. Sempre que se encontrava, ela tocava nessa questão. Ela realmente amava Nikolai. Tudo o que queria era estar com ele, sem medo, sem reservas. — Ela chega em três dias. — Não precisa repetir. — Alterou a voz. — Não é a primeira vez que escuto isso hoje. — Disse que assim que assumisse, mudaria isso. — Se fosse fácil. — riu, mas não de alegria. — Tenho poder para muita coisa, mas isso não. — Então não é o monarca que tanto diz. Ela não queria provocar Niko. Sabia que ele estava cansado, porém, estava desesperada. Eles estavam em um quarto grande e luxuoso com uma visão deslumbrante, com janelas enormes que inundam o espaço com luz natural. O quarto parece se estender por quilômetros, com tetos altos e uma sensação de abertura arejada que é verdadeiramente impressionante. As janelas em si são absolutamente enormes, suas molduras esculpidas com delicada atenção aos detalhes, e o vidro perfeitamente polido com uma claridade de cristal. Ao olhar para fora, o mundo além parece quase brilhar. Já que era noite, as luzes dos carros e grandes edifícios, misturadas com a rua, formava uma obra de arte. Dentro do quarto, a opulência transborda. Havia uma cama king-size de pelúcia no centro, com o colchão afundando em uma estrutura pesada de carvalho. Uma poltrona ricamente estofada fica em um canto, com uma mesa baixa e uma lâmpada de leitura próxima. Na parede oposta, há um enorme centro de entretenimento, completo com uma televisão de tela plana gigante e um sistema de som surround. Havia um espelho de corpo inteiro brilhante, vasos de flores frescas e tapetes extra macios de alta qualidade espalhados por todo o espaço. É um quarto que exala classe e refinamento, um santuário de luxo que é aconchegante e infinitamente convidativo. A mulher de estatura média encarou Nikolai, preocupada, então se tocou que havia sido insensível. — Desculpa, sei que não é fácil. — ela se aproximou dele, o abraçando. — Isso significa que não há uma forma de mudar as coisas. — Meu pai morreu a pouco tempo, estou me acostumando com tudo e tem a pressão com o parlamento. Eles... Só me enxergam como uma figura, não pessoa. Alice, tocou em seu rosto, o fazendo encara-la. Seus olhos azuis, estavam cansados, o rosto jovem, abatido. Desde que seu pai faleceu, Nikolai não era mais o homem de antes. Mesmo que por fora, seja sério e, algumas vezes, antipático, com Alice ele se tornava outra pessoa. Um cara Alegre, esperançoso e amoroso. Agora, ela não sabia o que fazer para ajudar. — Amo você. — ele disse, a puxando para mais perto. Ele deitou sua cabeça no peito dela, respirou seu perfume, tentando se fixar na realidade. — Não vou casar com essa estranha. — prometeu. — Vou arranjar uma forma de me livrar desse acordo. — Afastou a cabeça para olhar em seu olhos. Alice, acariciou seu rosto, beijou seus lábios e confiou naquelas palavras. O amor entre os dois era genuíno e tudo o que queriam era ser livres. Alice sentou em seu colo, com uma perna em cada lado do seu corpo. Ele sorriu, malicioso, sabendo o que viria a seguir.Nikolai estava nervoso e ansioso. Seu peito pesava com um sentimento que ele não sabia como aguentar.As coisas seriam fáceis se não houvesse uma peça importante no jogo: Alice.Os dois já não se viam a semanas e com a presença de Sophia, ele acabava esquecendo esse outro lado secreto que tanto ele amava, o fazendo questionar se realmente era amor e se ele se importaria em abandonar. Sim, ele iria se importar, contudo, Niko, agora sentia que era suportável.Só que no meio disso tudo estava uma teia de aranha que planejava instaurar o caos na vida dele. Em outro ponto da cidade, o pai de Alice e seus quinze congregados, incluindo algumas figuras políticas que discordava do acordo com Interfell, planejavam uma série de ataques, tanto na internet, jornal, como colocando pessoas nas ruas, destacando o ódio pela realeza, incluindo o ódio contra Sophia.Os membros do conselho secreto se reuniram em um local seguro e escondido, onde pudessem falar abertamente sobre seu plano para afeta
Soph se calou, estava nervosa, pois seus sentimentos estavam aflorados, depois do que houve. Ela nunca se sentiu tão apaixonada como ontem. O beijo revelou o que ela tentava esconder de si. Apesar do homem ser duro e, como agora, um babaca, ele também era carinhoso e atencioso. "Para onde foi o homem por quem meu coração se rendeu".A princesa podia sentir, ainda, os lábios de Niko nos seus, sua barba arranhando a pele, dando-lhe um calor insuportável.Ela se entregaria aquela paixão, se não fosse pelo surto do rei, em se afastar e agir como um idiota completo.Soph entendia que tudo aquilo era por conta dos seus sentimentos por Alice. Contudo, ele não precisava ser tão frio e rude. Se pelo menos olhasse em seus olhos e explicasse o motivo de tudo. Estar chateada não ofuscava a paixão descontrolada que Sophia descobriu ter por Niko. Sim, sua decepção estava sendo torturante, e isso dava um nó na garganta.Sophia se levantou e seguiu a rainha mãe pelos corredores do castelo. A mu
Semanas depoisEra a noite em que Nikolai se reunia com o conselho e todos agiam como se aquilo fosse uma recepção ou festa particular, quando na verdade todos estavam ali para barganhar e destilar seu veneno em forma de crítica, que deixava Niko em uma péssima situação. Ele até já sabia o assunto em questão: o casamento real.Todos estavam ansiosos com isso. Seria o evento mais aguardo em anos e uniria dois países enormes e ricos. Como se isso não tirasse um grande pedaço de Nikolai, que a cada dia ficava ainda mais contra a parede.Contudo, ele não poderia negar que ela, também, tornava seus dias mais alegres. E lá estava ela, sorrindo e elegante, conversando com uns dos membros do conselho e parlamento.Nikolai suspirou, sentindo-se já exausto antes mesmo da reunião começar. Ele sabia que teria que lidar com muitas críticas e acusações difíceis, especialmente quando se tratava do casamento real.Ele olhou para Sophia e sentiu um conforto com sua presença. Ultimamente Niko
Sophia caminhava com elegância pelo estábulo do palácio, observando os majestosos cavalos que ali se encontravam. Seus olhos brilhavam de admiração enquanto acariciava o focinho de um cavalo baio, e sorria ao sentir a maciez de sua pelagem.Ela não conseguia tirar Nikolai da cabeça. Ela estava surpresa por o ver tão bem-humorado. Conseguiu anima-la, já que ao acordar não estava tão alegre.- Estou sendo idiota por imaginar que o rei possa realmente gostar de mim? – Perguntou a um dos animais que estava ali. Ela passou a mão sobre a pelagem de cor branca, macia, e tentou entender o que estava acontecendo com a sua mente, por não conseguir se concentrar direito nas coisas. – Obvio que isso levaria muito tempo. Nikolai é durão e muito reservado, mas até que ele se mostrou disposto. – Por sorte ela estava sozinha no lugar, ou pensariam que a princesa era um pouco louca por estar conversando com o animal. – Sabe, antes de chegar aqui, pensei que odiaria o rei. Eu já tinha o visto, sempre





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