Ele não soltava a minha mão de jeito nenhum, como se quisesse cravar ali uma declaração silenciosa. Fiquei constrangida. Estávamos diante do amigo dele, sócio, e da ex-namorada. Se é que dá pra chamar aquilo de namoro. Pelo que Mar me contou, foi apenas um melodrama: ela se apegou demais e ele nunca correspondeu. Ainda assim, a lembrança me corroía, como se abrisse espaço para uma insegurança incômoda. Será que comigo seria diferente ou eu seria apenas mais uma na lista de sentimentos rasos?
Ma