Victor
Estou deitado em uma maca fria, sou engolido pela máquina e sou obrigado a ficar em um espaço apertado. O som irritante da máquina não é o que mais me incomoda.
A dor de cabeça e a visão embaçada não me largam! Mesmo eu tomando analgésico, a dor infernal sempre retornava.
Decidi ir a um clínico geral. Como ele não descobriu nada olhando os meus exames, me encaminhou para o neurologista.
E aqui estou eu, com o medo se espalhando por todo o meu ser.
Eu sei que não vou gostar nem um pouco do resultado do laudo.
Penso em Rosemary, no nosso afastamento.
Por que tenho que ser tão imaturo e idiota?
Jamais vou me perdoar por magoar a mulher mais maravilhosa que já passou pela minha vida.
No entanto, não é justo ela abrir mão da vontade de ser mãe por minha causa.
Os minutos que fico nessa máquina apertada parecem uma eternidade.
Enfim, sou liberado, retiro a bata hospitalar e visto minha roupa.
Em seguida, sou informado de que o resultado do laudo vai sair daqui