Rosemary
— Moça, o que você quer?
— Quando algo fica com defeito, precisa ser substituído. Isso não serve só para objetos e eletrodomésticos.
Eu, hein, que mulher louca! Espera, já a vi antes! Foi no hospital!
Ou é muita coincidência a gente ter se encontrado de novo, ou essa doida está me seguindo.
Tenho certeza de que é a segunda opção!
— Espero que encontre o caminho de volta para a clínica psiquiátrica. Tchau.
Ela agarra meu braço.
— Sabia que Rosemary é nome de vadia?
— Como é? Qual é a droga do seu problema? Você nem me conhece, não tem o direito de me ofender.
Era só o que me faltava: uma maluca para me perturbar.
Ela esboça o sorriso mais falso do mundo.
— Calma, amiga, é que todos me falam que Rosemary é nome de puta. Pensei que você sabia.
Não a deixo me tocar.
— Não, eu não sabia. Quer saber o que eu sei? Você está precisando de um psiquiatra, minha filha. Seu caso é sério. Boa sorte e até nunca mais.
Digo e caminho depressa para longe dessa cóp