Renata
Odeio meu nome! Ele me lembra a vida de merda que eu levava com os meus pais viciados. A nossa casa era velha, suja e sempre fedia a drogas e vinhos baratos. Meu quarto era um cubículo repleto de ratos.
Aqueles miseráveis que eu tinha que chamar de pais me humilhavam e colocavam cadeado na geladeira para eu não comer muito.
Na escola, os meus colegas e até os professores me chamavam de "baleia inútil". Muitas vezes eles me obrigavam a comer comida no chão.
Minha vontade era de explodir aquela escola nojenta com todos dentro. Felizmente, reprimi meu desejo de vingança. Eu não ia passar a minha adolescência em reformatório imundo.
Meu pai me vendeu a um bordel. Fiquei feliz. Lá eu iria ganhar dinheiro suficiente para ficar mais gostosa e arrumar um velho rico à beira da morte.
E foi exatamente isso que eu fiz: casei com um velho gagá e, acidentalmente, ele caiu da escada.
Depois disso, tive inúmeros namorados que não valiam um real!
Um dia, eu estava discutindo com o último namor